Frases de Mario Quintana - Se me queres, enfim, tem de se

Frases de Mario Quintana - Se me queres, enfim, tem de se...


Frases de Mario Quintana


Se me queres, enfim, tem de ser bem devagarinho, Amada, que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...

Mario Quintana

Esta citação de Mário Quintana captura a essência paradoxal do amor: a urgência de viver plenamente confrontada com a necessidade de saborear cada momento. Revela como a brevidade da existência intensifica o desejo de prolongar as experiências mais significativas.

Significado e Contexto

A citação de Mário Quintana explora a tensão entre a consciência da finitude humana e a experiência do amor. O poeta sugere que, precisamente porque a vida é curta e o amor ainda mais efêmero, devemos abordar os relacionamentos com uma doçura deliberada e uma atenção plena. A expressão 'bem devagarinho' não indica passividade, mas sim uma escolha ativa de valorizar cada instante, transformando a inevitabilidade da perda numa razão para aprofundar a conexão presente. Quintana propõe uma ética do tempo relacional: em vez de acelerar experiências por medo da passagem do tempo, devemos desacelerar para extrair toda a sua essência. Esta perspectiva contrasta com abordagens contemporâneas que privilegiam a instantaneidade, oferecendo uma visão mais contemplativa que encontra na limitação temporal uma fonte de intensidade emocional.

Origem Histórica

Mário Quintana (1906-1994) foi um dos maiores poetas brasileiros do século XX, conhecido por sua linguagem aparentemente simples que esconde profundas reflexões existenciais. A citação reflete características do seu estilo: concisão, ironia suave e um olhar melancólico mas não pessimista sobre a condição humana. Embora a obra exata onde aparece esta frase não seja especificada nos registros mais acessíveis, ela sintetiza temas recorrentes na sua produção, especialmente dos livros publicados entre 1940-1960, período de maturidade criativa onde explorou sistematicamente questões de tempo, memória e efemeridade.

Relevância Atual

Num mundo caracterizado pela aceleração digital e relacionamentos efêmeros nas redes sociais, esta reflexão mantém uma relevância extraordinária. Oferece um antídoto poético à cultura do descartável, lembrando-nos que a qualidade das conexões humanas não se mede pela quantidade, mas pela profundidade e presença. A frase ressoa especialmente com movimentos contemporâneos de 'slow living' e mindfulness, que valorizam a consciência plena do momento presente como antídoto à ansiedade temporal.

Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída a Mário Quintana em antologias e coletâneas de suas obras, embora a fonte específica (livro ou poema) não seja universalmente documentada nas referências disponíveis. Aparece regularmente em compilações de suas frases mais célebres.

Citação Original: Se me queres, enfim, tem de ser bem devagarinho, Amada, que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...

Exemplos de Uso

  • Num discurso de casamento, para enfatizar a importância de cultivar o relacionamento diariamente.
  • Como epígrafe num livro sobre terapias de casal focadas na comunicação consciente.
  • Numa campanha publicitária de turismo romântico que promove experiências imersivas e desconexão digital.

Variações e Sinônimos

  • Apressa-te a viver devagar (adaptação de Séneca)
  • O amor não tem pressa, mas chega sempre a tempo (provérbio adaptado)
  • Devagar se vai ao longe no amor
  • A eternidade está nos momentos, não na duração

Curiosidades

Mário Quintana nunca se casou e viveu grande parte da vida em hotéis, o que alimenta interpretações biográficas sobre sua visão do amor como experiência intensa mas não necessariamente duradoura na forma convencional.

Perguntas Frequentes

Qual é o significado principal da citação de Quintana?
A citação sugere que a consciência da brevidade da vida e do amor deve levar-nos a valorizar cada momento com intensidade e presença, não com pressa.
Esta frase contradiz o conceito de 'carpe diem'?
Não contradiz, mas reinterpreta: em vez de colher o dia com urgência, Quintana propõe saboreá-lo lentamente, transformando a consciência da finitude em motivo para profundidade rather than velocidade.
Por que esta citação continua tão popular?
Porque aborda uma tensão humana universal entre o desejo de permanência e a realidade da transitoriedade, oferecendo uma perspetiva poeticamente reconfortante.
Como aplicar esta filosofia nas relações atuais?
Priorizando qualidade sobre quantidade de tempo, praticando escuta ativa, e criando rituais de conexão sem distrações digitais.

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