Frases de Marquês de Maricá - Quando a cólera ou o amor nos

Frases de Marquês de Maricá - Quando a cólera ou o amor nos...


Frases de Marquês de Maricá


Quando a cólera ou o amor nos visita a razão se despede.

Marquês de Maricá

Esta citação do Marquês de Maricá captura a essência da condição humana, onde as paixões intensas, como a cólera e o amor, têm o poder de ofuscar momentaneamente a nossa capacidade de raciocínio lógico. É uma reflexão sobre o eterno conflito entre o coração e a mente.

Significado e Contexto

A citação explora a ideia de que emoções extremas, como a cólera (ira intensa) e o amor (paixão profunda), podem temporariamente anular ou diminuir a nossa capacidade de pensar de forma racional e ponderada. O Marquês de Maricá sugere que, perante estas forças poderosas, a razão 'se despede', ou seja, retira-se ou é posta de lado. Isto não significa que a razão desapareça permanentemente, mas que, no auge da emoção, o nosso julgamento pode ficar comprometido, levando a ações impulsivas ou decisões tomadas mais com o coração do que com a cabeça. É uma observação psicológica e filosófica sobre a natureza humana e a tensão constante entre os impulsos emocionais e o autocontrolo racional.

Origem Histórica

O Marquês de Maricá (Mariano José Pereira da Fonseca, 1773-1848) foi um político, escritor e filósofo brasileiro do período imperial. A sua obra mais conhecida é 'Máximas, Pensamentos e Reflexões', uma coleção de aforismos e observações morais publicada postumamente. Viveu numa época de transição política (Independência do Brasil) e cultural, onde ideias iluministas sobre razão e ética conviviam com uma sociedade ainda muito marcada por valores tradicionais e paixões políticas. Os seus escritos refletem esta busca por sabedoria prática e equilíbrio na conduta humana.

Relevância Atual

A frase mantém uma relevância profunda na atualidade, pois aborda um fenómeno psicológico universal e atemporal. No mundo moderno, onde somos constantemente estimulados emocionalmente (pelas redes sociais, notícias, relações pessoais), a capacidade de gerir emoções fortes como a raiva ou a paixão é crucial. A citação serve como um lembrete valioso para a importância da inteligência emocional, do autoconhecimento e da pausa reflexiva antes de agir sob forte influência emocional, seja em conflitos interpessoais, decisões profissionais ou na vida amorosa.

Fonte Original: Obra 'Máximas, Pensamentos e Reflexões' do Marquês de Maricá (publicação póstuma, século XIX).

Citação Original: Quando a cólera ou o amor nos visita a razão se despede.

Exemplos de Uso

  • Num debate acalorado nas redes sociais, é comum ver a razão 'despedir-se' e os intervenientes trocarem insultos em vez de argumentos.
  • Após uma desilusão amorosa, uma pessoa pode tomar decisões impulsivas (como mudar drasticamente de vida) movida mais pela emoção do que por uma análise racional.
  • Um líder político, tomado pela cólera perante uma crítica, pode fazer declarações públicas impensadas que depois prejudicam a sua imagem e objetivos.

Variações e Sinônimos

  • O amor é cego.
  • A paixão turva a razão.
  • A ira é uma breve loucura.
  • Quem com raiva se deita, com arrependimento se levanta.
  • O coração tem razões que a própria razão desconhece. (Blaise Pascal)

Curiosidades

Mariano José Pereira da Fonseca, o Marquês de Maricá, era conhecido pela sua vida discreta e dedicada ao estudo. As suas 'Máximas' foram inicialmente publicadas de forma anónima e só mais tarde se descobriu a autoria, tornando-se uma obra de referência no pensamento moral brasileiro.

Perguntas Frequentes

O que significa exatamente 'a razão se despede' na citação?
Significa que, perante emoções fortes como a cólera ou o amor, a nossa capacidade de raciocinar de forma lógica, ponderada e objetiva diminui ou é temporariamente suspensa, dando lugar a reações mais impulsivas e emocionais.
O Marquês de Maricá considerava as emoções negativas?
Não necessariamente. A sua obra reflete uma visão equilibrada. Ele observa o poder das emoções, mas as suas máximas geralmente aconselham moderação, virtude e o uso da razão como guia para uma vida ética, sugerindo que devemos conhecer e gerir as nossas emoções, não simplesmente reprimi-las.
Esta ideia é apoiada pela psicologia moderna?
Sim. A psicologia cognitiva e a neurociência confirmam que estados emocionais intensos (como stress, raiva ou euforia) podem afetar o córtex pré-frontal, área cerebral associada ao julgamento e ao autocontrolo, dificultando o pensamento racional. Conceitos como 'sequestro emocional' (Daniel Goleman) ecoam esta observação.
Como podemos aplicar este ensinamento no dia a dia?
Reconhecendo que, quando sentimos uma emoção muito forte (positiva ou negativa), é um sinal para fazer uma pausa antes de agir ou decidir. Respirar fundo, distanciar-se momentaneamente da situação e tentar analisá-la com mais calma pode ajudar a trazer a 'razão' de volta.

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