Fernando Pessoa (1888–1935) foi um dos mais relevantes poetas e prosadores portugueses do século XX. Nascido em Lisboa e formado em parte na África do Sul, regressou a Portugal e tornou-se figura central do modernismo português. Conhecido pela criação de heterónimos — autores fictícios com biografias, estilos e visões próprias — reinventou a identidade literária e expandiu as fronteiras da poesia em língua portuguesa.
Para além de poeta, Pessoa trabalhou como tradutor, crítico e correspondente, mantendo uma produção vasta, muitas vezes inédita em vida. Obras como Mensagem e os fragmentos do Livro do Desassossego (atribuídos a Bernardo Soares) consolidaram a sua influência. A sua escrita explora a metafísica, a saudade, o jogo entre máscara e autor, deixando um legado duradouro na literatura mundial.
Cronologia
- 1888: Nascimento em Lisboa (13 de junho).
- 1895–1905: Residência em Durban (África do Sul), onde estudou e escreveu em inglês.
- 1905: Regresso definitivo a Lisboa; início da participação na cena literária portuguesa.
- 1915: Associação ao movimento modernista e publicação da revista Orpheu (influência decisiva).
- 1934: Publicação de Mensagem, único livro em português editado em vida.
- 1935: Morte em Lisboa (30 de novembro); posterior descoberta e edição de vasta obra inédita.
Sabias que?
- Escreveu extensivamente em inglês durante a sua estadia em Durban e publicou poemas e ensaios nesse idioma.
- Criou dezenas de heterónimos — alguns estimam mais de setenta — cada um com biografia, estilo e até arquivos literários próprios.
- Grande parte da sua obra permaneceu inédita em vida; após a sua morte foi encontrado um vasto espólio de manuscritos que transformou a percepção sobre o seu trabalho.
Obras Principais: Mensagem (1934), Livro do Desassossego (fragmentos atribuídos a Bernardo Soares), Odes de Ricardo Reis (coleção postuma), Poesia de Álvaro de Campos (heterónimo)